quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Finados, como proceder?


Ei, aqui estou eu tirando as teias de aranha do blog. Sério, eu realmente queria manter isso mais atualizado, mas estou tão sem assunto ultimamente (ou com assuntos que duram 140 caracteres) que fica difícil. Tenho até pensado em postar aqui sobre os livros que tenho lido... É, seria legal, mas não que eu esteja lendo muitos também.

Enfim, antes de ontem foi dia de finados, e eu achei assunto :p

Já há alguns anos eu não ia ao cemitério nesse dia, porque minha mãe sempre ia em horários que eu não queria, como antes das 11h da madrugada, então... Nesse ano deu certo de ir de novo, e lá fui.
Chegando lá, a mesma coisa de sempre... Uns túmulos aqui, outros ali. Não muitas pessoas naquele horário, um sol de rachar cuca...

Mas, eu tenho um problema com dia de finados. Não sei rezar para finados. Então, apenas acompanho minha mãe enquanto ela faz o check-list: Acender vela no vô José, no tio Miltom, no vô Clóvis, nas tias do pai e na madrinha do pai. Todas as velas intercaladas com um pouco de silêncio enquanto minha mãe faz as orações.

Depois das velas, dar uma banda pelo resto do cemitério, ver onde foram enterradas as pessoas conhecidas que não fomos ao enterro e ler alguns epitáfios, então em 15 minutos já é hora de ir embora.

Mas, indo embora, me peguei pensando sobre o fato de eu não saber rezar. Na verdade, desde criança, no dia de finados sempre fiz uma oração básica (pai nosso ou ave-maria), mas não “aquela coisa”...

Na verdade, eu não conheci nenhum desses parentes pelos quais eu rezo e acendo velas. Só o vô Clóvis eu convivi por muitos anos. Mas já foram muitas e muitas pessoas rezando por ele. To pra dizer que foi o enterro mais “badalado” da cidade. Se pioneiro na cidade tem que ter alguma vantagem nessa vida :p
Então, no dia de finados, não sei devo rezar... Já se foram anos desde sua morte, penso que sua alma já está descansando... Tenho apenas vontade de me sentar na beirada do túmulo e dizer coisas fúteis sobre o que ele gostava.  Sei lá, mantê-lo atualizado com as novidades com coisas do tipo:
“Ah, nossa família está bem, o sítio foi vendido, mas já compraram outro. É um menor, acho que o senhor iria gostar dele, porque o senhor gostava da chácara na cidade né? A F1000 também venderam, mas toda vez que vou para Jandaia eu a vejo. É engraçado”

Mas o que as pessoas pensariam de alguém sentado na beirada do túmulo conversando “sozinha”?

Sempre fui católica e sei que se deve rezar para os mortos. Não me lembro qual padre dizia que deve-se rezar para as almas, pois se elas não estiverem precisando a oração retorna para você mesmo. Mas, sei lá... às vezes tenho vontade de incluir um pouco de festa no dia dos mortos. Sempre achei interessante como algumas religiões fazem isso, afinal, faz sentido, não é mesmo? Quando se segue uma religião, você tem que saber que o outro lado é bom e não que mesmo depois que você partir precisará de orações das pessoas que ficaram.

Mas, enfim...  Não tenho visto as pessoas muito tristes nesse dia. Infelizmente, já há muito tempo as pessoas consideram esse dia como só mais um feriado.

:D

4 olá(s) para mim!:

Kaien disse...

Tu posta aqui a cada mil anos, ou a cada passagem de cometa famoso =p.

Pelo menos você ainda vai no cemiterio eu nao vou la desde que o meu avo foi enterrado.

Tudo bem nao saber rezar isso prova q eu nao sou o unico =p.

Marcos disse...

Caramba Jû....

Se você falasse isso no tumulo do seu avô, ele levantaria para rir das suas histórias xD

Você quer assunto? Tenho vários para você falar...ahahahah

Que tal a okashi? Os chats da okashi?? \o/

Maris =D disse...

Prema, acho que mesmo conversando sozinha na beira do túmulo do vó Clóvis sobre coisas fúteis, me parece mais verdadeiro do que seguir a multidão e rezar uma ave maria e um pai nosso.

A vantagem de conversar "sozinha"é que vc fala o que vc quer falar e ele não pode reclamar se não quiser ouvir.

beijão prima

Marcelo J. dos Anjos disse...

Uia!

É interessante essa questão de ir rezar no cemitério. Eu também fico meio perdido.

Rezo 'falando' com a pessoa, e rezo a Deus, pedindo que esteja em paz com Ele.

A doida do financeiro de onde eu trabalhava não vai no cemitério porque quando ela morrer, diz que ninguém vai na sepultura dela mesmo... XD

Este ano eu não fui lá. Fui pra Londrina, e o dia, que é dos MORTOS, foi bem VIVO pra mim. ^^

Beijos, Ju!